Hoje em dia, além de importarmos comportamento, moda e produtos, também estamos vivendo como os norte-americanos nas regiões assoladas por tempestades, furacões, tornados, etc. Só falta mesmo os meteriologistas daqui terem o conhecimento para prever tais tempestuosidades e dar-lhes nomes, como é feito lá "por cima". Um já tivemos, o furacão Catarina, que até hoje gera duvidas entre os estudiosos se realemente era um furacão ou um ciclone estra-tropical.
O interessante é que, praticamente, a mesma região atingida antes, volta a ser assolada, o sul do estado.
Mas agora o que dizer do mini tsunami que atingiu o sul da ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Para muitos que presenciaram o fato, foi uma onda com cerca de 3 a 4 metros, que quebrou na praia, proxima aos bares e casas, para outros uma subida repentina de maré que invadiu as ruas do vilarejo de pescadores. Assustados os moradores não entendem como uma praia de águas tão tranquilas - e realmente é tranquila, pois sempre levei meu filho desde seu primeiro ano de vida lá - pode se transformar num inrferno.
Aquelas imagens do tsunami na Ásia vieram a cabeça dos moradores e frenquentadores naquele momento. Barcos, carros, motos, gente, cachorros, bares, casas arrastados por uma força da natureza pouco ou nada conhecida por aqui. Alguns estão preocupados que o fenomeno volte a acontecer por aqui.
Os meteriologista alertam que novas tempestades podem acontecer, mas dizem o ocorrido no Pantano do Sul foi um fato isolado e que não irá mais se repetir. E agora, acreditar ou não?!!
Em Imbituba, palco do WCT Brasil, até gente voou pelos ares. No Porto da cidade, tres homens foram arremessados ao mar, de cima de seus guindastes quando ainda trabalhavam. E os guindastes quase foram ao mar também.
O local Fábio Carvalho, surfista profissional, lenda da cidade e professor de sua escola de surf, conta que ao retirar seus alunos da água, viu que a tempestade chegaria mais rápida que imaginava. Naquele momento os alunos assustados tiveram suas pranchas arrancadas e quase foram levados pela força do vento. Em fotos tentou reproduzir o que estava acontecendo, com duas trombas d'áqua se formando.

Fotos: Fabio Carvalho.A cada ano as tempestades parecem que vêm piorando. A influencia da La Niña é direta, e as consequencias cada vez piores.
Soluções a curto prazo não existem. O jeito mesmo é aguardar que a mãe natureza não seja tão feroz conosco que vivemos aqui no sul.










