quarta-feira, 30 de maio de 2012

MOLEQUES DA ZIMBA SURFAM COM TOPS DO WCT EM 2009

"UMA TARDE COM OS TOP'S": UMA INICIATIVA DA ESCOLA DE SURF DO FABINHO CARVALHO E ASI


Em 2009, enquanto acontecia a etapa brasileira do WCT, em Imbituba, Fabinho Carvalho, ex-campeão catarinense de surf profissional, numa iniciativa junto com a ASI - Associação de Surf de Imbituba -, levou seus alunos da Escolinha de Surf Fabinho Carvalho, e outros aprendizes, para um encontro histórico. Pelo menos para os guris, seria inesquecível. Eles iriam se juntar a alguns dos melhores Tops do WCT na época, numa bateria que seria lembrada por eles pelo resto de suas vidas.
Fabio Carvalho idealizador deste encontro.
Não só a molecada, como também os Top's, ficaram muito satisfeitos com a iniciativa. E isso era visível. Ao final Adriano de Souza, o "Mineiro", sorteou uma de suas pranchas entre os participantes. 
Os ídolos e os moleques.
Vale a pena relembrar, pois muitos deles já disputam eventos bem maiores dos quais participavam na época. E alguns deles, já tem em seus currículos, até mesmo viagens internacionais para pegar onda e conhecer novas culturas.


As imagens são de Angelo Possenti.
  








Katz Sulivan, presidente da ASI, apoiando todos os projetos em Imbituba.

Por Eduardo Rosa

A VOLTA DE FIJI AO WORLD TOUR EM 2012


O PARAÍSO PARA INICIANTES E EXPERIENTES

A ilha de Tavarua e logo ao lado Namotu Island.

Ainda no início da década de 80, enquanto o mundo do surf ficava deslumbrado com as imagens de longas e perfeitas ondas vindas de alguns picos na Indonésia, um californiano chegava até a Ilha de Tavarua, em Fiji, na Melanésia, para convencer o rei da tribo local, a se tornarem sócios de um negócio que atrairia surfistas e turistas do mundo inteiro.

Dave Clark, depois de “roubar” a exata localização e a longa e conturbada história de seu amigo, Roger, um australiano que vivia pela Califórnia vendendo artigos do Oriente - “lenda” negada na época, até para as revistas norte-americas Surfer e Surfing -, implantou numa pequena ilha em forma de coração, no meio do conglomerado de ilhas Fiji, o primeiro e mais luxuoso surf camp de toda a Oceania.

O surfista local Aca Raculo é um dos Wild Cards do evento.
Na realidade o sonho de muitos surfistas ao redor do mundo, que ficaram sabendo da novidade, quase se desfez ao ver o tamanho da fila de espera para chegar até a ilha. Em acordo com a família de viventes da ilha, apenas 50 surfistas podiam passar uma semana por lá, mas a brincadeira até hoje é salgada. A partir de US$ 6 mil dolares – incluíndo quase tudo - para surfar a onda que é considerada a melhor do Pacífico sul.

Isso acontecia até 2010, quando o governo local acabou com essa determinação, ao assistir a uma etapa do World Tour em 2008, e notou que não havia nenhum local participando, nem como convidado. Desde então, o crowd tem crescido consideravelmente, fazendo a alegria de quem tinha disposição para bancar sua chegada até lá.

A ilha de Tavarua e suas redondezas são um paraíso de ondas perfeitas. Desde beach breaks, para os menos experientes, como  Desperations, passando pelas direitas de Swimming Pools, um reef break também para iniciantes, que tem este nome pela claridade da água, até as esquerdas mais potentes como Restaurants e a poderosa Cloudbreak.

Após três anos sem receber uma etapa do WCT, a ASP confirmou ainda ano passado, a volta de Fiji ao calendário em 2012. O Volcon Fiji Pro será a quarta parada do circuito entre os dias 03 e 15 de junho.

Ano passado, Cloudbreak já deu o ar de sua graça quebrando de gala ondas de mais de 12 pés perfeitas e tubulares, fazendo até o tantas vezes campeão, Kelly Slater, cancelar sua participação na etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul. E ainda mandou recado via Twiter para a ASP: ”Honestamente, não sei se irei a J-Bay depois de comparar a previsão para Fiji. Podem me tirar das apostas do ‘jogo virtual’ da ASP, se eu estiver nele”.
Estrutura já montada em Tavarua.
Neste ano, Slater não compareceu a terceira etapa no Brasil, neste mês de maio, por conta de um corte no pé. Mais tarde, um vídeo postado na internet, mostrava Slater na Austrália explicando sua ausência, logo após pegar direitas tubulares na Gold Coast.

O australiano Joel Parkinson é o líder do circuito no momento, e Adriano “Mineirinho” de Souza perdeu a condição de vice-líder, caindo para a quarta posição no ranking mundial da ASP. 

Para ver ao vivo o campeonato clique aqui.

Por Eduardo Rosa

terça-feira, 29 de maio de 2012

AS FITAS K-7 E O SURF ROCK GAÚCHO NOS ANOS 80

A CAMINHO DO SURFE, MAS MUITO BEM SONORIZADO


Capa de um dos discos da banda Replicantes na década de 80. 
Anos 80. A rapaziada que podia viajar para fora do país, para saciar a curiosidade em surfar ondas perfeitas que ouviam de outros poucos remanescentes contarem em narrativas tão exaltadas com as sessões “lisérgicas” encontradas em picos mundo afora, como Chicama, Califórina, Austrália, Hawaii e Indonésia, traziam na bagagem algo mais que apenas histórias e roubadas.

O surfe já não engatinhava mais aqui no Brasil, enquanto lá fora a explosão de bandas de surf music, acontecia a todo vapor, e já embalavam as sessões de muito free surfers ou competidor. E quem ia, sempre voltava com alguma novidade. Além de pranchas gringas, neoprenes e outros acessórios, traziam também fitas K-7, que eram reproduzidas e regravadas em velocidade e quantidades incontroláveis.
Surfistas gaúchos viajavam mais de 300 Km até Garopaba, ao som de bandas como TNT, em toca-fitas existentes a época..
Bandas ficaram conhecidas por aqui, mesmo estando do outro lado do mundo. E nem imaginavam no sucesso que elas faziam por aqui entre a galera da prancha.

Em meio à fumaça da novidade, alguns gaúchos reuniam-se para dar continuidade ao trabalho de algumas bandas já existentes, que tentavam de alguma forma fazer rock num estado tão cheio de tradições. Mas serviram de empurrão para que outros conterrâneos, que viviam mais próximos do mar e das ondas, tentassem algo novo. Surgia então, o surf rock gaúcho.
Os Garotos da Rua também faziam sucesso entre a galera do surfe a época.
Além da expressiva quantidade de praticantes na região, conseguiram atrair ouvintes no estado vizinho, Santa Catarina. A coisa cresceu tanto, que shows começaram a ser marcados em solo “barriga verde”. Durante o inverno, e principalmente no verão, quando Garopaba começava a se tornar destino obrigatório da gauchada, eles traziam novos hits, quase sempre fazendo referencia ao surf.

Mesmo com discos de vinil já produzidos, em pleno território “gauchesco”, o que valia mesmo era ter uma fita k-7 gravada, prá rolar no toca fitas do carro, já que vinil só se ouvia em casa. As surf trips ficavam ainda mais emocionantes.
Já nos anos 90, a banda Off The Wall - que contava com Manglio  Bertolucci, um dos maiores expoentes do surfe gaúcho -  tentou resgatar novamente as raízes da surf music no Rio Grande do Sul.
Replicantes, TNT, Garotos da Rua, Urubu Rei – que formou um dos maiores críticos de música do país, Miranda, que foi por anos, editor da antiga Revista Bizz -, De Falla e até Engenheiros do Hawaii. E isso só para citar algumas. Surfista Calhorda, dos Replicantes, Cachorro Louco, da banda TNT, entre outras, foram alguns dos hits que faziam a galera esquecerem um pouco do que vinha de fora.

Antes do final dos anos 80, já eram ouvidas em outras partes do Brasil, já que grandes campeonatos de surfe atraíam a atenção da galera aqui pro sul. E assim, o surf rock gaúcho ficou conhecido no resto do Brasil.


Por Eduardo Rosa

domingo, 27 de maio de 2012

BOMBAS ESQUECIDAS PELO NORTE DE SC

SURFISTAS DESBRAVAM ONDAS ESQUECIDAS PELO NORTE DE SANTA CATARINA
Bombas como essa fizeram a cabeça da galera que se jogou no Inter-BC.
Neste último dia 21 de maio, três surfistas de Balneário Camboriú, saíram para explorar locais que pudessem agüentar o grande swell que varreu a costa catarinense próximo a seu pico. Não por acaso encontraram ondas enormes, com algumas bombas abrindo em um local definido com "Inter-BC". Quem conhece a região, consegue entender a loucura que fizeram. Mas mesmo assim, vale o esforço e o risco.
Tubos largos em picos escondidos pelo litoral norte do estado.
João Gabriel Jucoski e José Olegário foram os protagonistas das ações com a coragem de dois exímios "big riders". Com a câmera na mão, André Moí captou as cenas de ação dos "aventureiros". Dá até um "frio na barriga" em ver eles entrando pelo costão de pedras. E os caldos também foram certos.


Por Eduardo Rosa

“WILKO” VOA ALTO NO PRIME DE SAQUAREMA.

BRASILEIROS DERAM ADEUS AO EVENTO AINDA NAS QUARTAS DE FINAL
Matt Wilkinson venceu e convenceu no Prime em Saquarema.
A possível final entre brasileiros no Quiksilver Saquarema Prime 2012, na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ), não aconteceu. Em ondas de 4 a 6 pés, os paulistas Alex Ribeiro e Gabriel Medina foram eliminados, respectivamente, pelo americano Kolohe Andino e o campeão deste evento, o australiano Matt Wilkinson, ainda nas quartas-de-final.

Na primeira semifinal, o australiano Kai Otton venceu com facilidade Kolohe Andino. Na bateria seguinte, “Wilko” – como Wilkinson é conhecido – eliminou o havaiano considerado revelação do evento, Keanu Asing, com a maior nota do evento, um 9,83 pontos.
"Wilko" rasgando forte em mais uma esquerda em "Saqua".
A final entre dois australianos, praticamente se definiu em outra onda “top” conquistada por “Wilko”, ainda na metade da bateria, com um aéreo perfeito e muito bem executado. Um 9,50 pontos, obtido por Wilkinson, forçou seu conterrâneo Kai Otton, a correr atrás de uma combinação – duas notas altas – para virar a bateria, título do qual defendia, nesta mesma etapa, conquistado ano passado. Até o momento em que Wilkinson fez outro “high score” – 8,93 pontos – forçando Otton a arriscar mais nas manobras e nos erros também.
Parecia verão em Saquarema. Foto: ASP/South America
Matt Wilkinson estava imbatível neste dia, mesmo após ter solicitado ainda no dia de ontem, que o evento fosse finalizado, pelo receio que as ondas neste domingo não estivessem tão boas. Levou para casa um cheque de U$ 40 mil e 6500 pontos no ranking Prime da ASP – Association of Surfing Professional -, mais o incremento em sua legião de fãs aqui no Brasil.
Gabrial Medina no tubo que poderia ter lhe dado a virada sobre "Wilko".
 
·         Resultado do Coca-Cola Quiksilver Prime 2012
·         1 Matt Wilkinson (Aus)
·         2 Kai Otton (Aus)
·         3 Keanu Asing (Haw)
·         3 Kolohe Andino (EUA)
·         5 Nathan Yeomans (EUA)
·         5 Gabriel Medina (Bra)
·         5 Sebastien Zietz (Haw)
·         5 Alex Ribeiro (Bra)
·         9 Hizunomê Bettero (Bra)
·         9 Filipe Toledo (Bra)
·         9 Willian Cardoso (Bra)
·         9 Wiggolly Dantas (Bra)
          9 Jean da Silva (Bra)
·         17 Simão Romão (Bra)
·         17 Flavio Nakagima (Bra)
·         17 Yan Guimarães (Bra)
·         17 Leo Neves (Bra)
·         25 Tomas Hermes (Bra)
·         25 Alejo Muniz (Bra)
·         25 Thiago Camarão (Bra)

Por Eduardo Rosa